Com uma maior acessibilidade a diversas tecnologias, cada vez mais pessoas utilizam seus dispositivos móveis para acessar a internet, seja para navegar ou realizar compras online. Com isso, empresas que possuem um aplicativo bem desenvolvido contam com um grande diferencial competitivo**, gerando um aumento expressivo do alcance da marca e das vendas.** Porém, antes de ingressar neste mercado, é imprescindível que ocorra um planejamento prévio, que busque entender as necessidades do negócio e os diferentes modelos de softwares e assim, projetar aquele que seja mais adequado aos objetivos da empresa.
1. Aplicativos nativos
O desenvolvimento de aplicativos nativos é voltado para a produção de um aplicativo projetado especificamente para um determinado sistema operacional, como o iOS ou Android.
Geralmente são projetados utilizando linguagens de programação e ferramentas específicas desses sistemas e sua principal vantagem é a possibilidade de aproveitamento máximo dos recursos e funcionalidades do dispositivo, como por exemplo sensores, GPS e a câmera.
O resultado é um aplicativo de alta performance, responsivo, com interfaces intuitivas e com ótima usabilidade. Porém, o investimento necessário pode ser um pouco alto, já que serão desenvolvidas diferentes versões para cada sistema operacional.
2. Aplicativos híbridos
Esses aplicativos são uma combinação entre os apps nativos e da web. Com isso, ele pode ser executado em diferentes plataformas, utilizando apenas uma base de código. Para o seu desenvolvimento, podem ser usadas algumas combinações de tecnologia como Web, HTML, CSS e Javascript, que posteriormente são centralizadas em um contêiner nativo. Isso possibilita a utilização do software em uma visualização da web.
O principal benefício gerado é que devido a essas aplicações possibilitam um desenvolvimento mais rápido e com menor custo, já que a partir de apenas uma base de código é possível implementar o aplicativo em diferentes plataformas. O ponto negativo é que seu funcionamento pode ser menos otimizado quando comparado aos apps nativos, já que nem todos os recursos e funcionalidades do dispositivo poderão ser utilizadas durante a sua execução.
3. Progressive Web App (PWA)
O Progressive Web App é um software executado a partir de um navegador da Web, porém utilizando os recursos e a funcionalidade de um aplicativo nativo. Os PWAs são produzidos utilizando tecnologias da Web, como HTML, CSS e JavaScript, podendo então ser acessados através de um navegador da Web, porém sendo permitida também a instalação em dispositivos móveis, assim como em aplicativos nativos.
Algumas de suas funcionalidades incluem execução offline, notificações push, geolocalização e outros recursos. Os PWAs são softwares leves e rápidos, principalmente em dispositivos com sistemas operacionais mais básicos. A sua principal vantagem é a possibilidade de acesso a partir de qualquer dispositivo que possua um navegador web instalado. Com isso, uma única versão do app atenderá a todos os usuários, dispensando também a necessidade do download nas lojas virtuais de aplicativo. Como ponto negativo, podemos citar, assim como nos aplicativos híbridos, a impossibilidade de utilização de todos os recursos disponíveis, como por exemplo, o acesso ao hardware do dispositivo.
4. Aplicativos multiplataforma
Esse modelo de aplicativo envolve o desenvolvimento de um software que pode ser executado em diferentes plataformas, como iOS e Android, utilizando apenas uma base de código. Entretanto, diferente dos aplicativos híbridos, esse tipo de aplicativo é programado utilizando uma ferramenta ou estrutura específica. Alguns exemplos incluem Xamarin, React Native e Flutter. Essas ferramentas possibilitam que os desenvolvedores desenvolvam o código em determinada linguagem, como C# ou JavaScript, e aproveitem este código para a criação de aplicativos em diferentes plataformas.
A principal vantagem gerada por este modelo é uma maior rapidez no desenvolvimento e custos mais baixos, já que o aplicativo pode ser implementado em diferentes plataformas utilizando apenas uma base de código. No entanto, assim como nos aplicativos híbridos, os aplicativos multiplataforma correm o risco de não funcionar de forma 100% otimizada, principalmente quando comparados aos aplicativos nativos e também podem não ter acesso a todos os recursos e funcionalidades do dispositivo.
5. Aplicativos em Plataformas Low Code
Plataformas de Low-Code são sistemas de desenvolvimento que permitem que usuários criem e personalizem aplicativos utilizando interfaces visuais simples, como por exemplo, mecanismos de arrastar e soltar, sem a necessidade de aplicações de códigos.
Essas plataformas são excelentes alternativas para pequenas empresas, departamentos de TI e equipes não especializadas que desejam desenvolver um aplicativo em curtos períodos de tempo e com mais facilidade. Além disso, elas possibilitam que equipes não especializadas em desenvolvimento criem apps funcionais, sem a necessidade de grandes investimentos, quando comparados com os modelos tradicionais.
No entanto, aplicativos desenvolvidos através dessas plataformas geralmente não possuem tanta flexibilidade e qualidade em comparação com os aplicativos programados a partir de códigos e, por isso, podem não ser indicados para alguns casos de uso específicos. Além disso, a experiência gerada durante sua utilização normalmente não é tão positiva, já que suas funcionalidades são bastante limitadas.
Conclusão
Como podemos ver neste post, existem diferentes formas de se desenvolver um aplicativo atualmente, cada uma delas com vantagens e desvantagens específicas. Independente da escolha de sua empresa, é recomendado que o projeto seja realizado sob a gestão de um desenvolvedor de aplicativos experiente, já que dessa forma, as chances de sucesso aumentam.
Além disso, é imprescindível entender cada uma das especificidades e requisitos dos modelos aqui apresentados, para que assim, as necessidades e objetivos definidos para o projeto sejam atendidas por completo.